DEFINIÇÃO
Chamamos de lixo tudo aquilo que não nos serve mais e jogamos fora. Os dicionários de língua portuguesa definem a palavra como sendo: coisas inúteis, imprestáveis, velhas, sem valor; aquilo que se varre para tornar limpa uma casa ou uma cidade; entulho; qualquer material produzido pelo homem que perde a utilidade e é descartado.
Você já parou pra pensar que muito do que jogamos fora e consideramos sem valor pode ser aproveitado por outras pessoas?
Ué, mas se serve pra outras pessoas então não é lixo!
É isso aí, tá na hora de revermos o significado dessa palavra!
Que tal “tudo aquilo que foi descartado e que, após determinado processo, pode ser útil e aproveitado pelo homem”?
Os materiais que ainda podem ser usados para outros fins mesmo depois de serem descartados, passarão a ser chamados de MATERIAIS REAPROVEITÁVEIS; já aqueles materiais que precisam ser descartados, mas após sofrerem transformações podem novamente ser usados pelo homem passarão a se chamar MATERIAIS RECICLÁVEIS!!!
Por exemplo: aquela famosa poltrona feita de garrafas do tipo PET é um reaproveitamento. Por outro lado a transformação química e física da garrafa PET em fibras de poliéster para a fabricação de tecido para roupas é um processo de reciclagem .
publicado por: http://www.reciloteca.org.br/
sexta-feira, 8 de julho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
EcoAgência > Notícia
Contaminação química
Sábado, 11 de Junho de 2011
Isopor jurado de morte
O estado norte-americano da California está em vias de proibir a utilização do poliestireno (matéria-prima do isopor, derivada de petróleo) em embalagens.
Por Regina Scharf - Mercado Ético
O isopor está entrando para o corredor da morte que já é ocupado pelas sacolas plásticas, os organoclorados e o CFC. Os produtos e substâncias que ali entram enfrentam progressivas restrições que dificultam ou impedem sua comercialização, com a finalidade última de tirá-los do mapa por causa dos seus impactos ambientais. O estado norte-americano da California, pioneiro em vários frontes da sustentabilidade, está em vias de proibir a utilização do poliestireno (matéria-prima do isopor, derivada de petróleo) em embalagens. A decisão foi anunciada na semana passada pelo Senado estadual, mas ainda terá de ser ratificada pela Assembléia Legislativa. Ela provavelmente entrará em vigor em 2014, segundo o Los Angeles Times.
Cinquenta cidades californianas, incluindo San Francisco, Santa Monica e Malibu, já haviam tomado decisão semelhante.O isopor é muito difícil de degradar, acumula-se em rios e é frequentemente ingerido por animais. Estatísticas do Departamento de Transportes da California indicam que ele representa 15% do entulho que entope canalizações na California. Também é o segundo tipo de resíduo mais comum nas praias do estado. Além disso, ele é uma cadeia de moléculas de estireno, substância que a EPA olha com desconfiança.
Ela indica uma série de efeitos negativos observados naqueles expostos continuamente ao estireno, como dores de cabeça, depressão, perda auditiva, problemas neurológicos. E, embora a agência ambiental norte-americana não faça uma declaração definitiva a respeito, indica que: “Vários estudos epidemiológicos sugerem que pode haver um vínculo entre a exposição ao estireno e um aumento no risco de leucemia e linfoma. Entretanto, as evidências não são conclusivas devido à exposição a múltiplas subtâncias químicas e informação insuficiente sobre os níveis e a duração da exposição”.
Claro, os problemas apontados pela EPA foram observados em trabalhadores que tiveram exposição profissional, intensa e prolongada, ao estireno. Mas o risco está aí, principalmente se lembrarmos que o isopor é extremamente comum nos restaurantes e cafés dos Estados Unidos, que servem cafés, milkshakes, sanduíches e refeições para viagem nesse tipo de embalagem.
Mercado Ético/EcoAgência
Contaminação química
Sábado, 11 de Junho de 2011
Isopor jurado de morte
O estado norte-americano da California está em vias de proibir a utilização do poliestireno (matéria-prima do isopor, derivada de petróleo) em embalagens.
Por Regina Scharf - Mercado Ético
O isopor está entrando para o corredor da morte que já é ocupado pelas sacolas plásticas, os organoclorados e o CFC. Os produtos e substâncias que ali entram enfrentam progressivas restrições que dificultam ou impedem sua comercialização, com a finalidade última de tirá-los do mapa por causa dos seus impactos ambientais. O estado norte-americano da California, pioneiro em vários frontes da sustentabilidade, está em vias de proibir a utilização do poliestireno (matéria-prima do isopor, derivada de petróleo) em embalagens. A decisão foi anunciada na semana passada pelo Senado estadual, mas ainda terá de ser ratificada pela Assembléia Legislativa. Ela provavelmente entrará em vigor em 2014, segundo o Los Angeles Times.
Cinquenta cidades californianas, incluindo San Francisco, Santa Monica e Malibu, já haviam tomado decisão semelhante.O isopor é muito difícil de degradar, acumula-se em rios e é frequentemente ingerido por animais. Estatísticas do Departamento de Transportes da California indicam que ele representa 15% do entulho que entope canalizações na California. Também é o segundo tipo de resíduo mais comum nas praias do estado. Além disso, ele é uma cadeia de moléculas de estireno, substância que a EPA olha com desconfiança.
Ela indica uma série de efeitos negativos observados naqueles expostos continuamente ao estireno, como dores de cabeça, depressão, perda auditiva, problemas neurológicos. E, embora a agência ambiental norte-americana não faça uma declaração definitiva a respeito, indica que: “Vários estudos epidemiológicos sugerem que pode haver um vínculo entre a exposição ao estireno e um aumento no risco de leucemia e linfoma. Entretanto, as evidências não são conclusivas devido à exposição a múltiplas subtâncias químicas e informação insuficiente sobre os níveis e a duração da exposição”.
Claro, os problemas apontados pela EPA foram observados em trabalhadores que tiveram exposição profissional, intensa e prolongada, ao estireno. Mas o risco está aí, principalmente se lembrarmos que o isopor é extremamente comum nos restaurantes e cafés dos Estados Unidos, que servem cafés, milkshakes, sanduíches e refeições para viagem nesse tipo de embalagem.
Mercado Ético/EcoAgência
domingo, 1 de maio de 2011
ADEMA : Convênio entre Semarh e Prefeitura leva Itabaiana a ter órgão licenciador ambiental
Mais um marco na história do Meio Ambiente do Estado de Sergipe foi concretizado hoje, dia 26 de abril. Na manhã desta terça-feira, um convênio que autoriza a Prefeitura de Itabaiana a exercer as atividades de licenciamento ambiental no município foi assinado pelo secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), Genival Nunes, e o prefeito de Itabaiana, Luciano Bispo, durante solenidade realizada na Câmara Municipal de Vereadores.Com o convênio, que visa à cooperação técnica e administrativa para o licenciamento ambiental e fiscalização das atividades consideradas de impacto local, Itabaiana passa a ser o primeiro município do Estado a ter o direito de emitir licença ambiental para os empreendimentos no município. Isso possibilita a agilidade na emissão da licença dos empreendimentos locais, adquirida por meio da celeridade dos processos a serem analisados por técnicos do próprio município.
Para o secretário do Meio Ambiente, que preside a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), Itabaiana ter hoje o seu órgão licenciador ambiental representa o desafogamento da Adema, por ser o órgão o único a realizar o procedimento de fiscalização e licenciamento ambiental em todo o Estado e ainda, o fortalecimento do Sistema Nacional do Meio Ambiente, o Sisnama.
“Recentemente conseguimos criar junto a 20 prefeituras do território Agreste Central o primeiro Consórcio Público de Saneamento Básico com vista na gestão do lixo. A iniciativa emociona-me como gestor, por ver o lado belo que a política tem, que é a de poder conseguir o bem da transformação, afim de atender ao interesse do povo. E hoje, felizmente, mais um a ato pioneiro acontece no Estado”, afirmou Genival.
Ainda em seu discurso na solenidade de assinatura do convênio, o secretário afirmou que Itabaiana passa a fiscalizar e a emitir a licença ambiental dos empreendimentos da sua cidade, que é a segunda maior metrópole do Estado. “Tanto o consórcio público quanto a descentralização da licença ambiental da Adema para o município são fatos que acontecem para o favorecimento da qualidade de vida da população, atendendo assim às diretrizes do Sistema Nacional”, frisou.
Genival chamou a atenção da equipe de fiscais para as responsabilidades que eles carregam. “Você terão a partir de agora representatividade nacional. O que assumem hoje vai além dos muros da cidade e isso é um progresso muito grande. Mas quero alertar para o bônus e o ônus que o licenciamento traz.
O bônus é fato, é a prática da atividade e a receita do município. O ônus é a responsabilidade do que autorizam. Atenderão tão somente à Constituição Federal. O passo irregular será de conhecimento do Ministério Público, órgão atento às transgressões no Estado é que irá agir com rigor sobre o que lhe impunha”, alertou.
Segundo o prefeito de Itabaiana, Luciano Bispo, o município tem a característica de trabalhar politicamente correto. Destacou que não haverá relaxamento com o rigor ambiental no município.
“Somos o primeiro município a licenciar e seremos exemplo para os demais que virão a partir do nosso modelo. Agradeço ao Governo do Estado pelo investimento na capacitação dos gestores do meu município, num total de seis técnicos da nossa prefeitura, e em especial ao secretário de Estado do Meio Ambiente, Genival Nunes. A maneira como ele se desempenha pela causa, é quem faz toda a diferença. O desempenho do gestor foi, sem dúvida alguma, quem facilitou para que toda essa revolução positiva do Meio Ambiente em Sergipe estivesse acontecendo nos dias de hoje. Itabaiana está inserida no primeiro consórcio público que acabará com o lixões a céu aberto e hoje passa a ser a primeira cidade do Estado a ter um órgão licenciador ambiental”, comemorou o fato.
De acordo com o coordenador do Programa Nacional de Capacitação/Sergpe, Lício Valério, que é o superintendente de Educação Ambiental da Semarh, Itabaiana colhe os seus louros após um ano de realização do curso do Programa Nacional de Capacitação(PNC). O trabalho é realizado pela Semarh, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente(MMA).
“Com a realização do curso de Capacitação de Gestores Ambientais no Estado, por meio do PNC/Sergipe, mais de 200 gestores, componentes dos oito territórios de Sergipe, estão aptos a executarem em suas cidades, através da Prefeitura Municipal, a implementação do Sistema Municipal de Meio Ambiente”, afirmou Lício Valério.
PNC
O PNC em Sergipe durou cinco meses e foi iniciado no mês de abril do ano passado. Os cursos foram realizados em Aracaju, abrangendo todos os territórios do estado e agrupados em 5 pólos de capacitação: Grande Aracaju e Leste Sergipano, Médio Sertão e Alto Sertão Sergipanos, Agreste Sergipano, Sul e Centro Sul Sergipano e Baixo São Francisco.
Participantes
Além dos técnicos ambientais que irão trabalhar no órgão licenciador ambiental do município, a qual é composto por uma equipe multidisciplinar, participaram da solenidade de assinatura do convênio os prefeitos dos municípios de Arauá, Malhador e Macambira, os vereadores da Câmara de Itabaiana, representantes de ONG's , o corpo da Imprensa local e a comunidade em geral.
Fonte: ASCON - ADEMA
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Fonte:Saneamento Ambiental OnLine n°493 - 2/4/2011
LIXO
Embalixo assina contrato coma Braskem para fabricar sacola verde
A Embalixo, fabricante de sacos para lixo, assinou contrato com a Braskem para fabricação, com exclusividade, do saco para lixo feito de matéria-prima 100% renovável no Brasil. O Embalixo Sustentável, como o produto é chamado, é produzido a partir do plástico verde Braskem e está sendo lançado nas medidas especiais para a lixeirinha da cozinha, pia e do banheiro, além dos padrões do mercado nacional 15 L, 30 L, 50 L, 100 L e no tamanho especial 110 L, especialmente voltado para condomínios e jardins, onde se faz necessário sacos bem resistentes.
Fonte:Saneamento Ambiental OnLine n°493 - 2/4/2011
ABASTECIMENTO
55% dos municípios brasileiros devem ter problema em 2015
Segundo estudo feito pela Agência Nacional de Águas (ANA), cerca de 55% dos municípios brasileiros (3.059 cidades) terão problemas de abastecimento de água em 2015. O estudo revela que serão necessários R$ 22,2 bilhões em investimentos para evitar um colapso até 2025. Atualmente, 16% das cidades brasileiras sofrem com problema de abastecimento. A ANA informa ainda que será preciso R$ 70 bilhões para tratar o esgoto despejado nos rios, e que impedem a reutilização das águas. Os dados fazem parte do Atlas de Abastecimento Urbano de Água, mapeamento completo de todos os 5.565 municípios do País.
LIXO
Embalixo assina contrato coma Braskem para fabricar sacola verde
A Embalixo, fabricante de sacos para lixo, assinou contrato com a Braskem para fabricação, com exclusividade, do saco para lixo feito de matéria-prima 100% renovável no Brasil. O Embalixo Sustentável, como o produto é chamado, é produzido a partir do plástico verde Braskem e está sendo lançado nas medidas especiais para a lixeirinha da cozinha, pia e do banheiro, além dos padrões do mercado nacional 15 L, 30 L, 50 L, 100 L e no tamanho especial 110 L, especialmente voltado para condomínios e jardins, onde se faz necessário sacos bem resistentes.
Fonte:Saneamento Ambiental OnLine n°493 - 2/4/2011
ABASTECIMENTO
55% dos municípios brasileiros devem ter problema em 2015
Segundo estudo feito pela Agência Nacional de Águas (ANA), cerca de 55% dos municípios brasileiros (3.059 cidades) terão problemas de abastecimento de água em 2015. O estudo revela que serão necessários R$ 22,2 bilhões em investimentos para evitar um colapso até 2025. Atualmente, 16% das cidades brasileiras sofrem com problema de abastecimento. A ANA informa ainda que será preciso R$ 70 bilhões para tratar o esgoto despejado nos rios, e que impedem a reutilização das águas. Os dados fazem parte do Atlas de Abastecimento Urbano de Água, mapeamento completo de todos os 5.565 municípios do País.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Governo Federal tem até junho para definir critérios de logística reversa
Grupo interministerial apresentou seu calendário de atividades e tem quatro meses para divulgar as normas para projetos de coleta de resíduos
Mais notícias
21/02/2011 - Cadeias Produtivas
Consumidores brasileiros também podem fazer consultas no Goodguide
Ferramenta online desenvolvida nos Estados Unidos informa sobre sustentabilidade de produtos; por aqui também surgem iniciativas semelhantes.
18/02/2011 - Sustentabilidade
Mundo precisa investir 2% do PIB para ter uma economia verde, diz Pnuma
Percentual corresponde a 1,3 trilhão de dólares; energia e gestão de resíduos estão entre as dez áreas consideradas fundamentais para o processo.
14/02/2011 - Resíduos
Artigo: O extraordinário impacto do lixo
Pode apostar que, quanto mais lixo produzimos, pior estamos nos alimentando, por Jairo Bouer.
Dica da semana
Fazer coleta seletiva é moleza
É mais simples do que parece. Nos lugares públicos os resíduos são separados em plástico, metal, papel, vidro e orgânicos; mas, em casa, não precisa; basta separar o chamado lixo molhado (resíduos de banheiro e sobras de alimentos) do seco (plástico, metal, papel, vidro), para reciclagem. Você precisa de pouco espaço e reduz o lixo que vai para os aterros.
Fonte: http://www.akatu.org.br/.
Grupo interministerial apresentou seu calendário de atividades e tem quatro meses para divulgar as normas para projetos de coleta de resíduos
Mais notícias
21/02/2011 - Cadeias Produtivas
Consumidores brasileiros também podem fazer consultas no Goodguide
Ferramenta online desenvolvida nos Estados Unidos informa sobre sustentabilidade de produtos; por aqui também surgem iniciativas semelhantes.
18/02/2011 - Sustentabilidade
Mundo precisa investir 2% do PIB para ter uma economia verde, diz Pnuma
Percentual corresponde a 1,3 trilhão de dólares; energia e gestão de resíduos estão entre as dez áreas consideradas fundamentais para o processo.
14/02/2011 - Resíduos
Artigo: O extraordinário impacto do lixo
Pode apostar que, quanto mais lixo produzimos, pior estamos nos alimentando, por Jairo Bouer.
Dica da semana
Fazer coleta seletiva é moleza
É mais simples do que parece. Nos lugares públicos os resíduos são separados em plástico, metal, papel, vidro e orgânicos; mas, em casa, não precisa; basta separar o chamado lixo molhado (resíduos de banheiro e sobras de alimentos) do seco (plástico, metal, papel, vidro), para reciclagem. Você precisa de pouco espaço e reduz o lixo que vai para os aterros.
Fonte: http://www.akatu.org.br/.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Frente parlamentar acata requerimento de Márcio Macêdo -
Reportagem TV CIDADE 21.02.2011 as 15:50
O deputado federal Márcio Macêdo (PT), teve requerimento aprovado pela Frente Parlamentar Ambientalista. O documento, que pede a criação de um grupo de trabalho para rediscutir a reforma do Código Florestal, foi entregue nesta quarta, 16, ao deputado federal Marco Maia (PT/RS), presidente da Frente, que se comprometeu em criar uma comissão.
Márcio Macêdo argumenta no requerimento a necessidade de se analisar e discutir o código, principalmente pelos aspectos polêmicos existentes nele. Entre eles estão as regras para as áreas de proteção permanente, a anistia de propriedades já desmatadas e a estadualização do código florestal. Outra questão que aponta para a volta do debate é a renovação da composição da Câmara, que chegou a 46% dos deputados.
O projeto do novo Código Florestal, que tem como relator o deputado federal Aldo Rebelo (PC do B/SP), foi aprovado em Comissão Especial da Câmara, no ano passado e altera significativamente a atual legislação sobre o assunto, que data de 1965. A previsão é de que o projeto seja apreciado pelo plenário em março, o que é considerado como prematuro pelos ambientalistas.
Reportagem TV CIDADE 21.02.2011 as 15:50
O deputado federal Márcio Macêdo (PT), teve requerimento aprovado pela Frente Parlamentar Ambientalista. O documento, que pede a criação de um grupo de trabalho para rediscutir a reforma do Código Florestal, foi entregue nesta quarta, 16, ao deputado federal Marco Maia (PT/RS), presidente da Frente, que se comprometeu em criar uma comissão.
Márcio Macêdo argumenta no requerimento a necessidade de se analisar e discutir o código, principalmente pelos aspectos polêmicos existentes nele. Entre eles estão as regras para as áreas de proteção permanente, a anistia de propriedades já desmatadas e a estadualização do código florestal. Outra questão que aponta para a volta do debate é a renovação da composição da Câmara, que chegou a 46% dos deputados.
O projeto do novo Código Florestal, que tem como relator o deputado federal Aldo Rebelo (PC do B/SP), foi aprovado em Comissão Especial da Câmara, no ano passado e altera significativamente a atual legislação sobre o assunto, que data de 1965. A previsão é de que o projeto seja apreciado pelo plenário em março, o que é considerado como prematuro pelos ambientalistas.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
07 DE JANEIRO DE 2011
Brasil supera meta e evita uso de 5 bilhões de sacolas plásticas em 2010
Desde junho de 2009, quando o Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou a campanha Saco é um Saco, os consumidores brasileiros deixaram de usar 5 bilhões de sacolas plásticas descartáveis, segundo dados do MMA divulgados no dia 5 de janeiro. A ação pretendia reduzir em 1,5 bilhão o número de sacolinhas.
Leia mais em http://www.akatu.org.br/consumo_consciente/dicas
Se quiser falar com o Akatu, escreva akatu@akatu.org.br.
Para receber dicas e notícias diariamente, siga o Akatu no twitter: www.twitter.com/institutoakatu
Brasil supera meta e evita uso de 5 bilhões de sacolas plásticas em 2010
Desde junho de 2009, quando o Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou a campanha Saco é um Saco, os consumidores brasileiros deixaram de usar 5 bilhões de sacolas plásticas descartáveis, segundo dados do MMA divulgados no dia 5 de janeiro. A ação pretendia reduzir em 1,5 bilhão o número de sacolinhas.
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
O novo governo e a questão ambiental
"Nunca, desde que me dei por gente, já disse "Senhor!" para alguém. E como é fácil dizer "Senhor!", quão grande é a tentação. De centenas de deuses me aproximei, e a cada um deles olhei no rosto e com ódio pela morte de seres humanos" - Elias Canetti - Sobre a morte Passaram-se as eleições e o País volta à sua rotina normal. A candidata eleita e seu partido começam a escolher sua equipe de governo e dão algumas indicações de como – e com quem – pretendem governar a nação. Esta é a hora em que os ganhadores analisam e discutem os pedidos de todos aqueles que ofereceram apoio político durante a campanha. Fato perfeitamente normal, que acontece em qualquer democracia. O problema é quando ministérios, autarquias e estatais são loteados e transformados em cabide de emprego para políticos e protegidos; gente que muitas vezes não tem preparo profissional ou moral para ocupar estes postos na administração pública. O mandato começa em 1º de janeiro de 2011, mas o novo governo já precisa ser montado e estabelecer suas prioridades, algumas brevemente mencionadas por Dilma em seu discurso de vitória.
Durante a campanha presidencial tanto Serra quanto Dilma pouco falaram da questão ambiental. Se o assunto foi mencionado, isto aconteceu somente como tema de fundo de algum pronunciamento. Faltaram – de ambos os candidatos finalistas – colocações claras sobre seu posicionamento em relação às mudanças pretendidas no Código Florestal, tema que conta com cada vez menos apoio. Pouco se falou concretamente da questão do saneamento, apenas mencionado no contexto do PAC. Faltou discutir a necessidade de desenvolvimento de um plano nacional de uso dos recursos hídricos, iniciativa de máxima importância em um país que tanto depende da agricultura e de hidrelétricas. Também não falaram os candidatos sobre o que pensam em relação ao desenvolvimento da matriz energética brasileira, nem mencionaram como pretendem associar o desenvolvimento da região amazônica com a preservação de seus recursos naturais. A implementação da Lei Nacional de Resíduos Sólidos não foi sequer mencionada em qualquer discussão.
Por coincidência, realizou-se exatamente durante o período eleitoral brasileiro a décima Conferência sobre Biodiversidade, em Nagóia, no Japão. No relatório final do encontro, divulgado alguns dias depois, fica evidente que a situação ambiental em todo o mundo é preocupante. Já é consenso entre os especialistas, que a quantidade de recursos naturais necessários para manter a população mundial é maior do que sua disponibilidade – precisamos de 25% mais. Os estoques mundiais de água, pescados, florestas e solos cultiváveis estão diminuindo rapidamente. Por outro lado, com o aumento crescente da população, a procura destes recursos só tenderá a aumentar. A falta de áreas de expansão para a agricultura e a escassez de água provocarão aceleração da pobreza mundial, que já está crescendo devido à crise econômica pela qual passam muitos países. Uma das mensagens da Conferência – direcionada principalmente a nações em ritmo de rápido crescimento, como a China, a Índia e o Brasil – é que é preciso pensar no desenvolvimento sustentável, “crescer sem comprometer as condições de crescimento das próximas gerações”.
Este é o desfio do próximo governo na área ambiental: aliar o crescimento econômico com a preservação dos recursos naturais. Não se trata da preservação pela preservação. Trata-se da conservação de riquezas que serão muito importantes para a sociedade brasileira no futuro. O crescimento a todo custo tendo como referência somente o PIB, o produto interno bruto, deve ser substituído por um desenvolvimento baseado no IDH, o índice de desenvolvimento humano.
CRÉDITOS: Ricardo Rose http://ricardorose.blogspot.com/2010/11/o-novo-governo-e-questao-ambiental.html
Durante a campanha presidencial tanto Serra quanto Dilma pouco falaram da questão ambiental. Se o assunto foi mencionado, isto aconteceu somente como tema de fundo de algum pronunciamento. Faltaram – de ambos os candidatos finalistas – colocações claras sobre seu posicionamento em relação às mudanças pretendidas no Código Florestal, tema que conta com cada vez menos apoio. Pouco se falou concretamente da questão do saneamento, apenas mencionado no contexto do PAC. Faltou discutir a necessidade de desenvolvimento de um plano nacional de uso dos recursos hídricos, iniciativa de máxima importância em um país que tanto depende da agricultura e de hidrelétricas. Também não falaram os candidatos sobre o que pensam em relação ao desenvolvimento da matriz energética brasileira, nem mencionaram como pretendem associar o desenvolvimento da região amazônica com a preservação de seus recursos naturais. A implementação da Lei Nacional de Resíduos Sólidos não foi sequer mencionada em qualquer discussão.
Por coincidência, realizou-se exatamente durante o período eleitoral brasileiro a décima Conferência sobre Biodiversidade, em Nagóia, no Japão. No relatório final do encontro, divulgado alguns dias depois, fica evidente que a situação ambiental em todo o mundo é preocupante. Já é consenso entre os especialistas, que a quantidade de recursos naturais necessários para manter a população mundial é maior do que sua disponibilidade – precisamos de 25% mais. Os estoques mundiais de água, pescados, florestas e solos cultiváveis estão diminuindo rapidamente. Por outro lado, com o aumento crescente da população, a procura destes recursos só tenderá a aumentar. A falta de áreas de expansão para a agricultura e a escassez de água provocarão aceleração da pobreza mundial, que já está crescendo devido à crise econômica pela qual passam muitos países. Uma das mensagens da Conferência – direcionada principalmente a nações em ritmo de rápido crescimento, como a China, a Índia e o Brasil – é que é preciso pensar no desenvolvimento sustentável, “crescer sem comprometer as condições de crescimento das próximas gerações”.
Este é o desfio do próximo governo na área ambiental: aliar o crescimento econômico com a preservação dos recursos naturais. Não se trata da preservação pela preservação. Trata-se da conservação de riquezas que serão muito importantes para a sociedade brasileira no futuro. O crescimento a todo custo tendo como referência somente o PIB, o produto interno bruto, deve ser substituído por um desenvolvimento baseado no IDH, o índice de desenvolvimento humano.
CRÉDITOS: Ricardo Rose http://ricardorose.blogspot.com/2010/11/o-novo-governo-e-questao-ambiental.html
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Tratamento de resíduos sólidos é desafio para governantes e sociedade
Acabar com os grandes depósitos de lixo que existem no país, os chamados lixões, e promover o tratamento dos resíduos sólidos de forma adequada é o grande desafio do país e uma das prioridades da agenda ambiental. O problema – a destinação dos resíduos sólidos – voltou aos grandes debates nacionais com a aprovação, em agosto, da Política Nacional sobre Tratamento de Resíduos Sólidos, que estava em tramitação há 19 anos no Congresso Nacional.
O diretor do Departamento de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental do Ministério do Meio Ambiente, Geraldo Abreu, deu destaque à importância da conscientização de gestores e da sociedade sobre o tema em palestra, na semana passada, no 1º Fórum sobre Resíduos Sólidos da Universidade de Brasília (UnB), na Faculdade de Educação.
O encontro marcou o início da implantação do sistema de coleta seletiva da instituição, que criou o Programa Recicla UnB. “O Brasil deve fazer a sua parte no sentido de garantir melhor qualidade de vida para as gerações futuras e dar a sua contribuição para a sobrevivência do planeta”, disse Abreu.
Ele recomenda, para que haja bons resultados numa política que trata da destinação do lixo, o compartilhamento de ações entre os gestores e a sociedade. Segundo Abreu, o governo federal vem abrindo linhas de financiamento e incentivando os estados e municípios a trabalharem de forma integrada na área da reciclagem de resíduos. Ele observou que, na construção civil, 80% das sobras podem ser recicladas, evitando que os aterros fiquem sobrecarregados recebendo apenas os rejeitos, ou seja, o que realmente for considerado inutilizável.
O diretor apontou a área de resíduos biológicos como uma das mais preocupantes, porque envolve necessidade de um tratamento mais delicado por causa do grau de toxicidade. “São resíduos perigosos, que podem contaminar lençóis freáticos e cursos d’água”.
Abreu enfatizou que, na política de resíduos sólidos, o objetivo não é “conter o consumo por parte da população, mas educar para consumir sem poluir o meio ambiente”. Segundo ele, o país passou “dezenas de anos tratando mal o meio ambiente”. O cenário mudou, na sua opinião, com a aprovação da legislação sobre a gestão de resíduos, em 2005, a aprovação da lei de saneamento, em 2007, e agora, com a lei que fixa regras para tratamento dos resíduos sólidos.
Reportagem de Lourenço Canuto, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 25/10/2010
O diretor do Departamento de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental do Ministério do Meio Ambiente, Geraldo Abreu, deu destaque à importância da conscientização de gestores e da sociedade sobre o tema em palestra, na semana passada, no 1º Fórum sobre Resíduos Sólidos da Universidade de Brasília (UnB), na Faculdade de Educação.
O encontro marcou o início da implantação do sistema de coleta seletiva da instituição, que criou o Programa Recicla UnB. “O Brasil deve fazer a sua parte no sentido de garantir melhor qualidade de vida para as gerações futuras e dar a sua contribuição para a sobrevivência do planeta”, disse Abreu.
Ele recomenda, para que haja bons resultados numa política que trata da destinação do lixo, o compartilhamento de ações entre os gestores e a sociedade. Segundo Abreu, o governo federal vem abrindo linhas de financiamento e incentivando os estados e municípios a trabalharem de forma integrada na área da reciclagem de resíduos. Ele observou que, na construção civil, 80% das sobras podem ser recicladas, evitando que os aterros fiquem sobrecarregados recebendo apenas os rejeitos, ou seja, o que realmente for considerado inutilizável.
O diretor apontou a área de resíduos biológicos como uma das mais preocupantes, porque envolve necessidade de um tratamento mais delicado por causa do grau de toxicidade. “São resíduos perigosos, que podem contaminar lençóis freáticos e cursos d’água”.
Abreu enfatizou que, na política de resíduos sólidos, o objetivo não é “conter o consumo por parte da população, mas educar para consumir sem poluir o meio ambiente”. Segundo ele, o país passou “dezenas de anos tratando mal o meio ambiente”. O cenário mudou, na sua opinião, com a aprovação da legislação sobre a gestão de resíduos, em 2005, a aprovação da lei de saneamento, em 2007, e agora, com a lei que fixa regras para tratamento dos resíduos sólidos.
Reportagem de Lourenço Canuto, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 25/10/2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
11 / 11 / 2010 ONU quer acordo complexo e integrado sobre clima
Por clipping
As negociações climáticas de novembro e dezembro no México buscarão chegar a um complexo conjunto de acordos integrados contra o aquecimento global, mas não devem resultar em um novo tratado de cumprimento obrigatório, disse na quarta-feira (10) a principal autoridade climática da ONU.
Christiana Figueres disse que os governos reduziram suas ambições para o evento de 29 de novembro a 10 de dezembro em Cancún, depois do fracasso da reunião de 2009, em Copenhague, na busca por um novo tratado climático.
‘Este é um processo complexo e vai ser um processo lento’, disse a costa-riquenha.
Uma das resoluções possíveis em Cancún é a criação de um novo ‘Fundo Verde’, com um valor de 100 bilhões de dólares anuais a partir de 2020, para lidar com a ajuda climática de longo prazo às nações em desenvolvimento.
Isso deveria ser completado, inclusive com mecanismos de compartilhamento de energias limpas e de proteção das florestas tropicais, entre outras medidas.
‘Não ouço nenhuma parte dizer que haveria a possibilidade de apenas escolher alguns dos componentes e levá-los adiante’, disse ela a jornalistas por telefone. ‘O que eu ouço das partes é sobre a necessidade de um pacote equilibrado.’
‘Um acordo em Cancún não irá resolver todo o problema’, acrescentou Figueres, que dirige o Secretariado de Mudança Climática da ONU, com sede em Bonn, na Alemanha.
Ela não disse quais seriam os riscos para o processo caso um dos elementos seja deixado de lado.
Figueres afirmou também que o governo dos EUA deveria manter sua promessa de reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 17 por cento até 2020, em relação aos níveis de 2005, embora isso não tenha chances práticas de virar lei, já que os republicanos, contrários aos cortes, terão maioria na Câmara dos Deputados a partir de 2011.
‘O mundo certamente espera que os Estados Unidos cumpram essa promessa’, disse ela, acrescentando que Obama teria a opção de regulamentar esses cortes por meio da Agência de Proteção Ambiental.
Segundo ela, as ofertas de redução das emissões feitas pelos vários países até agora seriam insuficientes para limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius, conforme prevê o documento aprovado em Copenhague, sem caráter vinculante. A temperatura já subiu 0,7 grau Celsius em relação aos níveis pré-industriais.
A dirigente da ONU afirmou também que Cancún seria uma boa oportunidade para as nações desenvolvidas firmarem seus compromissos de redução de emissões. Muitos governos, como da Austrália e União Europeia, condicionam suas ações às metas adotadas por outros países.
Ela disse também que um dos principais entraves nas negociações é se o primeiro passo no ‘Fundo Verde’ seria uma ‘decisão política’ pela sua criação, a ser tomada em Cancún, ou se o ideal seria primeiro desenvolver seus mecanismos para depois colocá-lo em prática, como querem os EUA, por exemplo.
‘Estou confiante de que as diferenças que ainda estão sobre a mesa podem ser resolvidas’, afirmou ela. (Fonte: G1)
Esta entrada foi escrita emClipping e tags mudanças climáticas
Por clipping
As negociações climáticas de novembro e dezembro no México buscarão chegar a um complexo conjunto de acordos integrados contra o aquecimento global, mas não devem resultar em um novo tratado de cumprimento obrigatório, disse na quarta-feira (10) a principal autoridade climática da ONU.
Christiana Figueres disse que os governos reduziram suas ambições para o evento de 29 de novembro a 10 de dezembro em Cancún, depois do fracasso da reunião de 2009, em Copenhague, na busca por um novo tratado climático.
‘Este é um processo complexo e vai ser um processo lento’, disse a costa-riquenha.
Uma das resoluções possíveis em Cancún é a criação de um novo ‘Fundo Verde’, com um valor de 100 bilhões de dólares anuais a partir de 2020, para lidar com a ajuda climática de longo prazo às nações em desenvolvimento.
Isso deveria ser completado, inclusive com mecanismos de compartilhamento de energias limpas e de proteção das florestas tropicais, entre outras medidas.
‘Não ouço nenhuma parte dizer que haveria a possibilidade de apenas escolher alguns dos componentes e levá-los adiante’, disse ela a jornalistas por telefone. ‘O que eu ouço das partes é sobre a necessidade de um pacote equilibrado.’
‘Um acordo em Cancún não irá resolver todo o problema’, acrescentou Figueres, que dirige o Secretariado de Mudança Climática da ONU, com sede em Bonn, na Alemanha.
Ela não disse quais seriam os riscos para o processo caso um dos elementos seja deixado de lado.
Figueres afirmou também que o governo dos EUA deveria manter sua promessa de reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 17 por cento até 2020, em relação aos níveis de 2005, embora isso não tenha chances práticas de virar lei, já que os republicanos, contrários aos cortes, terão maioria na Câmara dos Deputados a partir de 2011.
‘O mundo certamente espera que os Estados Unidos cumpram essa promessa’, disse ela, acrescentando que Obama teria a opção de regulamentar esses cortes por meio da Agência de Proteção Ambiental.
Segundo ela, as ofertas de redução das emissões feitas pelos vários países até agora seriam insuficientes para limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius, conforme prevê o documento aprovado em Copenhague, sem caráter vinculante. A temperatura já subiu 0,7 grau Celsius em relação aos níveis pré-industriais.
A dirigente da ONU afirmou também que Cancún seria uma boa oportunidade para as nações desenvolvidas firmarem seus compromissos de redução de emissões. Muitos governos, como da Austrália e União Europeia, condicionam suas ações às metas adotadas por outros países.
Ela disse também que um dos principais entraves nas negociações é se o primeiro passo no ‘Fundo Verde’ seria uma ‘decisão política’ pela sua criação, a ser tomada em Cancún, ou se o ideal seria primeiro desenvolver seus mecanismos para depois colocá-lo em prática, como querem os EUA, por exemplo.
‘Estou confiante de que as diferenças que ainda estão sobre a mesa podem ser resolvidas’, afirmou ela. (Fonte: G1)
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domingo, 17 de outubro de 2010
Saco de Lixo Feito com Jornal - Super Útil!
http://mundosaudavel.blogspot.com/
A grande justificativa das pessoas que dizem que "precisam" de sacolinhas plásticas é a embalagem do lixo. Tudo bem, não dá mesmo pra não colocar lixo em saco plástico, mas ?Sacos de lixo Biodegradáveis? que são feitos com materiais orgânicos e de fibras vegetais levam bem menos tempo para se degradarem no solo assim causando menos impacto na Natureza.
Além disso será que não dá pra diminuir a quantidade de plástico no lixo?
Melhor do que encher diversos saquinhos plásticos ao longo de uma semana é usar um único saco plástico dentro de uma lixeira grande na área de serviço, por exemplo, e ir enchendo-o por alguns dias com os pequenos lixinhos da casa (da pia, do banheiro, do escritório). Se o lixo é limpo, como de escritório (papel de fax, pedaços de durex, etc.), pode ir direto para a lixeira sem proteção. No caso dos lixinhos da pia e do banheiro o melhor substituto da sacolinha é o saquinho de jornal. Ele mantém a lixeira limpa, facilita na hora de retirar o lixo e é facílimo de fazer. Leva 20 segundos. A idéia veio do origami, que ensina essa dobradura como um copo. Em tamanho aumentado, feito de folhas de jornal, o copo cabe perfeitamente na maioria dos lixinhos de pia e banheiro que existem por aí. Veja:
Você pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente. Tudo no origami começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.
Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda,
formando um triângulo, e mantenha sua base para baixo.
Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda.
Vire a dobradura "de barriga para baixo", escondendo a aba que você acabou de dobrar.
Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda.
Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.
Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.
Abrindo a parte de cima, eis o saquinho!
É só encaixar dentro do seu cestinho e parar pra sempre de jogar mais plástico no lixo!
Que tal?
Pode parecer complicado vendo as fotos e lendo as instruções, mas faça uma vez seguindo o passo a passo e você vai ver que depois de fazer um ou dois você pega o jeito e a coisa fica muito muito simples. Daí é só deixar vários preparados depois de ler o jornal de domingo!
Alexandre Pimentel
Escritor, Naturólogo e Educador Popular
http://mundosaudavel.blogspot.com/
A grande justificativa das pessoas que dizem que "precisam" de sacolinhas plásticas é a embalagem do lixo. Tudo bem, não dá mesmo pra não colocar lixo em saco plástico, mas ?Sacos de lixo Biodegradáveis? que são feitos com materiais orgânicos e de fibras vegetais levam bem menos tempo para se degradarem no solo assim causando menos impacto na Natureza.
Além disso será que não dá pra diminuir a quantidade de plástico no lixo?
Melhor do que encher diversos saquinhos plásticos ao longo de uma semana é usar um único saco plástico dentro de uma lixeira grande na área de serviço, por exemplo, e ir enchendo-o por alguns dias com os pequenos lixinhos da casa (da pia, do banheiro, do escritório). Se o lixo é limpo, como de escritório (papel de fax, pedaços de durex, etc.), pode ir direto para a lixeira sem proteção. No caso dos lixinhos da pia e do banheiro o melhor substituto da sacolinha é o saquinho de jornal. Ele mantém a lixeira limpa, facilita na hora de retirar o lixo e é facílimo de fazer. Leva 20 segundos. A idéia veio do origami, que ensina essa dobradura como um copo. Em tamanho aumentado, feito de folhas de jornal, o copo cabe perfeitamente na maioria dos lixinhos de pia e banheiro que existem por aí. Veja:
Você pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente. Tudo no origami começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.
Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda,
formando um triângulo, e mantenha sua base para baixo.
Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda.
Vire a dobradura "de barriga para baixo", escondendo a aba que você acabou de dobrar.
Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda.
Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.
Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.
Abrindo a parte de cima, eis o saquinho!
É só encaixar dentro do seu cestinho e parar pra sempre de jogar mais plástico no lixo!
Que tal?
Pode parecer complicado vendo as fotos e lendo as instruções, mas faça uma vez seguindo o passo a passo e você vai ver que depois de fazer um ou dois você pega o jeito e a coisa fica muito muito simples. Daí é só deixar vários preparados depois de ler o jornal de domingo!
Alexandre Pimentel
Escritor, Naturólogo e Educador Popular
sábado, 18 de setembro de 2010
Agência Fapesp - 15/09/2010
Redução do aquecimento global
As tecnologias atuais de geração de energia não são suficientes para reduzir as emissões de carbono aos níveis considerados necessários para evitar os riscos ao planeta promovidos pelo aquecimento global.
A afirmação é de um artigo publicado por cientistas dos Estados Unidos e do Canadá na edição desta sexta-feira da revista Science.
Estima-se que, para evitar os riscos das mudanças climáticas globais, seria preciso evitar que a temperatura média do mundo chegasse a 2º C acima dos níveis anteriores à Revolução Industrial.
Modelos climáticos atuais indicam que, para atingir esse objetivo, será preciso limitar as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera em menos de 450 partes por milhão (ppm).
O problema é que permanecer abaixo desse nível implica diminuir substancialmente as emissões decombustíveis fósseis, algo que os países industrializados não estão conseguindo fazer. O nível atual é de aproximadamente 385 pp. Antes da Revolução Industrial, estava abaixo de 280 ppm.
Paralisação do crescimento
Steven Davis e seus colegas da Instituição Carnegie, nos Estados Unidos, avaliaram o que ocorreria com o planeta se nenhum outro dispositivo emissor de CO2 fosse fabricado
Nessa situação hipotética, sem uma única fábrica ou automóvel novo, a infraestrutura energética atual do mundo emitiria cerca de 496 bilhões de toneladas de CO2 nos próximos 50 anos.
Isso seria suficiente para estabilizar os níveis do gás na atmosfera em 430 ppm e deixaria a temperatura média em 1,3º C acima dos níveis pré-industriais.
Os riscos do aquecimento global teriam sido vencidos, mas, segundo os cientistas, o cenário hipotético ilustra bem a situação atual vivida pelo planeta. Somente de veículos automotivos, o mundo ganha a cada dia não um, mas cerca de 170 mil novos - isso segundo dados da International Organization of Motor Vehicle Manufacturers de 2009, que representaram, em meio à crise econômica mundial, queda de 13,5% em relação à produção do ano anterior.
"Até agora, os esforços feitos para diminuir as emissões por meio de regulações e de acordos internacionais não funcionaram. As emissões estão aumentando mais do que nunca e os programas para desenvolver fontes de energia 'neutras em carbono' estão, nos melhores casos, ainda muito incipientes", disse Martin Hoffert, professor emérito do Departamento de Física da Universidade de Nova York, em artigo comentando o estudo de Davis e colegas na mesma edição da Science.
O problema do carvão
Mas a pior notícia é que a situação tende a se agravar ainda mais. Segundo os pesquisadores, as fontes das emissões mais ameaçadoras ao planeta ainda não foram construídas. Isso porque o mundo e suas economias simplesmente continuarão a crescer. Um exemplo é o carvão.
"À medida que o pico na produção de petróleo e de gás natural se aproxima, a produção de carvão aumenta, com novas usinas movidas a carvão sendo construídas na China, Índia e nos Estados Unidos", disse Hoffert.
"Investimentos maciços serão cruciais para permitir que a pesquisa básica encontre e desenvolva tecnologias possíveis de serem aplicadas comercialmente e em massa. Mas a introdução de tecnologias neutras em carbono também exige, no mínimo, que sejam revertidos incentivos perversos, como os atualmente existentes para subsidiar a produção de combustíveis fósseis e que se estima serem 12 vezes maiores do que os aplicados para a energia renovável", afirmou.
Bibliografia:
Future CO2 Emissions and Climate Change from Existing Energy Infrastructure
Steven J. Davis, Ken Caldeira, H. Damon Matthews
Science
10 September 2010
Vol.: 329. no. 5997, pp. 1330 - 1333
DOI: 10.1126/science.1188566
Farewell to Fossil Fuels?
Martin I. Hoffert
Science
10 September 2010
Vol.: 329. no. 5997, pp. 1292 - 1294
DOI: 10.1126/science.1195449
Redução do aquecimento global
As tecnologias atuais de geração de energia não são suficientes para reduzir as emissões de carbono aos níveis considerados necessários para evitar os riscos ao planeta promovidos pelo aquecimento global.
A afirmação é de um artigo publicado por cientistas dos Estados Unidos e do Canadá na edição desta sexta-feira da revista Science.
Estima-se que, para evitar os riscos das mudanças climáticas globais, seria preciso evitar que a temperatura média do mundo chegasse a 2º C acima dos níveis anteriores à Revolução Industrial.
Modelos climáticos atuais indicam que, para atingir esse objetivo, será preciso limitar as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera em menos de 450 partes por milhão (ppm).
O problema é que permanecer abaixo desse nível implica diminuir substancialmente as emissões decombustíveis fósseis, algo que os países industrializados não estão conseguindo fazer. O nível atual é de aproximadamente 385 pp. Antes da Revolução Industrial, estava abaixo de 280 ppm.
Paralisação do crescimento
Steven Davis e seus colegas da Instituição Carnegie, nos Estados Unidos, avaliaram o que ocorreria com o planeta se nenhum outro dispositivo emissor de CO2 fosse fabricado
Nessa situação hipotética, sem uma única fábrica ou automóvel novo, a infraestrutura energética atual do mundo emitiria cerca de 496 bilhões de toneladas de CO2 nos próximos 50 anos.
Isso seria suficiente para estabilizar os níveis do gás na atmosfera em 430 ppm e deixaria a temperatura média em 1,3º C acima dos níveis pré-industriais.
Os riscos do aquecimento global teriam sido vencidos, mas, segundo os cientistas, o cenário hipotético ilustra bem a situação atual vivida pelo planeta. Somente de veículos automotivos, o mundo ganha a cada dia não um, mas cerca de 170 mil novos - isso segundo dados da International Organization of Motor Vehicle Manufacturers de 2009, que representaram, em meio à crise econômica mundial, queda de 13,5% em relação à produção do ano anterior.
"Até agora, os esforços feitos para diminuir as emissões por meio de regulações e de acordos internacionais não funcionaram. As emissões estão aumentando mais do que nunca e os programas para desenvolver fontes de energia 'neutras em carbono' estão, nos melhores casos, ainda muito incipientes", disse Martin Hoffert, professor emérito do Departamento de Física da Universidade de Nova York, em artigo comentando o estudo de Davis e colegas na mesma edição da Science.
O problema do carvão
Mas a pior notícia é que a situação tende a se agravar ainda mais. Segundo os pesquisadores, as fontes das emissões mais ameaçadoras ao planeta ainda não foram construídas. Isso porque o mundo e suas economias simplesmente continuarão a crescer. Um exemplo é o carvão.
"À medida que o pico na produção de petróleo e de gás natural se aproxima, a produção de carvão aumenta, com novas usinas movidas a carvão sendo construídas na China, Índia e nos Estados Unidos", disse Hoffert.
"Investimentos maciços serão cruciais para permitir que a pesquisa básica encontre e desenvolva tecnologias possíveis de serem aplicadas comercialmente e em massa. Mas a introdução de tecnologias neutras em carbono também exige, no mínimo, que sejam revertidos incentivos perversos, como os atualmente existentes para subsidiar a produção de combustíveis fósseis e que se estima serem 12 vezes maiores do que os aplicados para a energia renovável", afirmou.
Bibliografia:
Future CO2 Emissions and Climate Change from Existing Energy Infrastructure
Steven J. Davis, Ken Caldeira, H. Damon Matthews
Science
10 September 2010
Vol.: 329. no. 5997, pp. 1330 - 1333
DOI: 10.1126/science.1188566
Farewell to Fossil Fuels?
Martin I. Hoffert
Science
10 September 2010
Vol.: 329. no. 5997, pp. 1292 - 1294
DOI: 10.1126/science.1195449
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Especiais / Resíduos Sólidos 08/07/2010
Senado aprova Política Nacional dos Resíduos Sólidos
Depois de tramitar na câmara por mais de duas décadas, o projeto que prevê que as empresas recolham embalagens usadas segue agora para sanção do Presidente da República
Por Rogério Ferro, do Instituto Akatu
Foi aprovado pelo plenário do Senado, nesta quarta-feira (7/7), o projeto de lei (PLS 354/89), que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Basicamente, a nova lei regula a reciclagem e disciplina o manejo dos resíduos. O projeto segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a Agência Senado, o principal alvo do projeto é “um dos mais sérios problemas do país, que é a ausência de regras para tratamento das 150 mil toneladas de lixo produzidas diariamente nas cidades brasileiras”.
De acordo com dados que embasaram o projeto, do lixo produzido no Brasil, 59% vão para os "lixões". Apenas 13% do lixo têm destinação correta, em aterros sanitários. Dos 5.564 municípios brasileiros, apenas 405 tinham serviço de coleta seletiva em 2008.
O projeto de lei foi apresentado na Câmara dos Deputados em 1989 e só começou a ser analisado em 1991. Só neste ano, foi aprovado e enviado ao Senado, onde passou pelas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), Assuntos Econômicos (CAE), Assuntos Sociais (CAS) e Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), antes da aprovação em plenário.
“Estamos vivendo um momento histórico. Este projeto mostra a importância do meio ambiente e procura resolver o maior problema ambiental do país hoje que é esta questão dos resíduos sólidos”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que acompanhou a votação.
Para o senador César Borges (PR-BA), relator do projeto no Senado, o objetivo da proposta é reduzir a geração de resíduos, incentivar a reciclagem e determinar o que fazer com o lixo remanescente.
“Hoje você tem legislações diversas nos estados e nos municípios. Agora, teremos diretrizes gerais para disciplinar o manejo”, afirmou.
André Vilhena, diretor executivo do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), declarou que a proposta é um ganho para o país, pois, está de acordo com os anseios da população brasileira.
O executivo se mostrou otimista em relação à implementação da lei. “Boa parte das medidas já se verificam no Brasil. Existem, por exemplo, empresas proativas que já fazem a logística reversa. A tendência agora é vermos uma massificação dessa tendência”.
O que muda com a nova lei
Em geral, o projeto estabelece a “responsabilidade compartilhada” entre governo, indústria, comércio e consumidor final no gerenciamento e na gestão dos resíduos sólidos.
As normas e sanções previstas em caso do descumprimento da lei aplicam-se às pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, responsáveis, direta ou indiretamente, pela geração de resíduos.
Consumidores
- Pela lógica da “responsabilidade compartilhada”, os consumidores finais estão também responsabilizados e terão de acondicionar de forma adequada seu lixo para a coleta, inclusive fazendo a separação onde houver coleta seletiva;
- Os consumidores são proibidos de descartar resíduos sólidos em praias, no mar, em rios e em lagos.
Poder público
- Depois de sancionada a lei pelo Presidente da República, os municípios terão um prazo de quatro anos para fazer um plano de manejo dos resíduos sólidos em conformidade com as novas diretrizes;
- Todas as entidades estão proibidas de manter ou criar lixões. As prefeituras deverão construir aterros sanitários adequados ambientalmente, onde só poderão ser depositados os resíduos sem qualquer possibilidade de reaproveitamento ou compostagem;
- A União, os Estados e os municípios são obrigados a elaborar planos para tratar de resíduos sólidos, estabelecendo metas e programas de reciclagem;
- Os municípios só receberão dinheiro do governo federal para projetos de limpeza pública e manejo de resíduos sólidos depois de aprovarem planos de gestão;
- Os consórcios intermunicipais para a área de lixo terão prioridade no financiamento federal;
- O texto trata também da possibilidade de incineração de lixo para evitar o acúmulo de resíduos.
Indústria e comércio
A nova lei cria a “logística reversa”, que obriga fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores a criar mecanismos para recolher as embalagens após o uso. A medida valeria para o setor de agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, eletroeletrônicos e para todos os tipos de lâmpadas.
- Depois de usados pelo consumidor final, os itens acima mencionados, além dos produtos eletroeletrônicos e seus componentes, deverão retornar para as empresas, que darão a destinação ambiental adequada.
Cooperativas e associações de catadores e de reciclagem
- O projeto prevê que o poder público incentive as atividades de cooperativas e associações de catadores de resíduos recicláveis e entidades de reciclagem, por meio de linhas de financiamento;
- As embalagens de produtos fabricados em território nacional deverão ser confeccionadas a partir de materiais que propiciem sua reutilização ou reciclagem para viabilizar ainda mais os profissionais de coleta seletiva e reciclagem;
Proibições gerais e sanções
A lei proíbe:
- Importação de resíduos sólidos perigosos e rejeitos;
- Lançamento de resíduos sólidos em praias, no mar, em rios e lagos;
- Lançamento de resíduos in natura a céu aberto;
- A queima de lixo a céu aberto ou em instalações e equipamentos não licenciados para essa finalidade.
O infrator que desrespeitar a lei cometerá crime federal, que prevê pena máxima de cinco anos de reclusão e multa, de acordo com as sanções previstas para crimes ambientais relacionados à poluição. A pena, no entanto, não se aplica no caso do lixo doméstico.
Senado aprova Política Nacional dos Resíduos Sólidos
Depois de tramitar na câmara por mais de duas décadas, o projeto que prevê que as empresas recolham embalagens usadas segue agora para sanção do Presidente da República
Por Rogério Ferro, do Instituto Akatu
Foi aprovado pelo plenário do Senado, nesta quarta-feira (7/7), o projeto de lei (PLS 354/89), que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Basicamente, a nova lei regula a reciclagem e disciplina o manejo dos resíduos. O projeto segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a Agência Senado, o principal alvo do projeto é “um dos mais sérios problemas do país, que é a ausência de regras para tratamento das 150 mil toneladas de lixo produzidas diariamente nas cidades brasileiras”.
De acordo com dados que embasaram o projeto, do lixo produzido no Brasil, 59% vão para os "lixões". Apenas 13% do lixo têm destinação correta, em aterros sanitários. Dos 5.564 municípios brasileiros, apenas 405 tinham serviço de coleta seletiva em 2008.
O projeto de lei foi apresentado na Câmara dos Deputados em 1989 e só começou a ser analisado em 1991. Só neste ano, foi aprovado e enviado ao Senado, onde passou pelas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), Assuntos Econômicos (CAE), Assuntos Sociais (CAS) e Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), antes da aprovação em plenário.
“Estamos vivendo um momento histórico. Este projeto mostra a importância do meio ambiente e procura resolver o maior problema ambiental do país hoje que é esta questão dos resíduos sólidos”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que acompanhou a votação.
Para o senador César Borges (PR-BA), relator do projeto no Senado, o objetivo da proposta é reduzir a geração de resíduos, incentivar a reciclagem e determinar o que fazer com o lixo remanescente.
“Hoje você tem legislações diversas nos estados e nos municípios. Agora, teremos diretrizes gerais para disciplinar o manejo”, afirmou.
André Vilhena, diretor executivo do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), declarou que a proposta é um ganho para o país, pois, está de acordo com os anseios da população brasileira.
O executivo se mostrou otimista em relação à implementação da lei. “Boa parte das medidas já se verificam no Brasil. Existem, por exemplo, empresas proativas que já fazem a logística reversa. A tendência agora é vermos uma massificação dessa tendência”.
O que muda com a nova lei
Em geral, o projeto estabelece a “responsabilidade compartilhada” entre governo, indústria, comércio e consumidor final no gerenciamento e na gestão dos resíduos sólidos.
As normas e sanções previstas em caso do descumprimento da lei aplicam-se às pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, responsáveis, direta ou indiretamente, pela geração de resíduos.
Consumidores
- Pela lógica da “responsabilidade compartilhada”, os consumidores finais estão também responsabilizados e terão de acondicionar de forma adequada seu lixo para a coleta, inclusive fazendo a separação onde houver coleta seletiva;
- Os consumidores são proibidos de descartar resíduos sólidos em praias, no mar, em rios e em lagos.
Poder público
- Depois de sancionada a lei pelo Presidente da República, os municípios terão um prazo de quatro anos para fazer um plano de manejo dos resíduos sólidos em conformidade com as novas diretrizes;
- Todas as entidades estão proibidas de manter ou criar lixões. As prefeituras deverão construir aterros sanitários adequados ambientalmente, onde só poderão ser depositados os resíduos sem qualquer possibilidade de reaproveitamento ou compostagem;
- A União, os Estados e os municípios são obrigados a elaborar planos para tratar de resíduos sólidos, estabelecendo metas e programas de reciclagem;
- Os municípios só receberão dinheiro do governo federal para projetos de limpeza pública e manejo de resíduos sólidos depois de aprovarem planos de gestão;
- Os consórcios intermunicipais para a área de lixo terão prioridade no financiamento federal;
- O texto trata também da possibilidade de incineração de lixo para evitar o acúmulo de resíduos.
Indústria e comércio
A nova lei cria a “logística reversa”, que obriga fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores a criar mecanismos para recolher as embalagens após o uso. A medida valeria para o setor de agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, eletroeletrônicos e para todos os tipos de lâmpadas.
- Depois de usados pelo consumidor final, os itens acima mencionados, além dos produtos eletroeletrônicos e seus componentes, deverão retornar para as empresas, que darão a destinação ambiental adequada.
Cooperativas e associações de catadores e de reciclagem
- O projeto prevê que o poder público incentive as atividades de cooperativas e associações de catadores de resíduos recicláveis e entidades de reciclagem, por meio de linhas de financiamento;
- As embalagens de produtos fabricados em território nacional deverão ser confeccionadas a partir de materiais que propiciem sua reutilização ou reciclagem para viabilizar ainda mais os profissionais de coleta seletiva e reciclagem;
Proibições gerais e sanções
A lei proíbe:
- Importação de resíduos sólidos perigosos e rejeitos;
- Lançamento de resíduos sólidos em praias, no mar, em rios e lagos;
- Lançamento de resíduos in natura a céu aberto;
- A queima de lixo a céu aberto ou em instalações e equipamentos não licenciados para essa finalidade.
O infrator que desrespeitar a lei cometerá crime federal, que prevê pena máxima de cinco anos de reclusão e multa, de acordo com as sanções previstas para crimes ambientais relacionados à poluição. A pena, no entanto, não se aplica no caso do lixo doméstico.
Especiais / Resíduos 06/08/2010
Veja o que muda na sua vida com a nova Política Nacional dos Resíduos Sólidos
A chamada “Lei do Lixo” foi sancionada dia 2 de agosto pelo presidente Lula e deve começar a valer em até 90 dias
Por Rogério Ferro, do Instituto Akatu
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, na segunda-feira (2/8), a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS). Além de obrigar o fim progressivo dos lixões em todos os municípios do país, a nova lei cria, entre outras garantias, a “logística reversa”.
A determinação obriga fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores a recolher, depois de usados pelo consumidor final:
• agrotóxicos e seus resíduos e embalagens;
• pilhas e baterias;
• pneus;
• óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
• lâmpadas fluorescentes;
• produtos eletrônicos e seus componentes.
A lei deve ser regulamentada em até 90 dias, estabelecendo prazos para que as empresas implantem a nova conduta e informem ao consumidor sobre o recolhimento dos produtos usados.
Além disso, as instituições terão que comprovar a destinação ambientalmente correta desses resíduos. O desrespeito à norma é crime ambiental, que prevê pena de até cinco anos de reclusão e multa.
Daqui três meses, será obrigatório, mas já há iniciativas de logística reversa para alguns produtos no país.
Veja o que muda na sua vida com a nova Política Nacional dos Resíduos Sólidos
A chamada “Lei do Lixo” foi sancionada dia 2 de agosto pelo presidente Lula e deve começar a valer em até 90 dias
Por Rogério Ferro, do Instituto Akatu
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, na segunda-feira (2/8), a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS). Além de obrigar o fim progressivo dos lixões em todos os municípios do país, a nova lei cria, entre outras garantias, a “logística reversa”.
A determinação obriga fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores a recolher, depois de usados pelo consumidor final:
• agrotóxicos e seus resíduos e embalagens;
• pilhas e baterias;
• pneus;
• óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
• lâmpadas fluorescentes;
• produtos eletrônicos e seus componentes.
A lei deve ser regulamentada em até 90 dias, estabelecendo prazos para que as empresas implantem a nova conduta e informem ao consumidor sobre o recolhimento dos produtos usados.
Além disso, as instituições terão que comprovar a destinação ambientalmente correta desses resíduos. O desrespeito à norma é crime ambiental, que prevê pena de até cinco anos de reclusão e multa.
Daqui três meses, será obrigatório, mas já há iniciativas de logística reversa para alguns produtos no país.
sábado, 10 de julho de 2010
Um sexto da humanidade consome 78% de tudo que é produzido no mundo. Dado é do relatório
"Estado do Mundo - 2010"; versão em português lançada na quarta-feira (30/6) já está disponível em PDF
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Famílias com renda acima de R$ 10 mil têm dificuldades para pagar contas
28%% das famílias brasileiras com renda mensal superior a R$ 10 mil enfrentam dificuldades para fechar orçamento no final do mês; especialistas recomendam revisão das despesas para acertar as contas
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01/07/2010 - Sustentabilidade
"Estado do Mundo - 2010: Transformando Culturas/Do Consumismo à Sustentabilidade"
Preços, tecnologia e Estado são a parte menor da história. Não basta aumentar a eficiência, produzindo e consumindo cada vez mais
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01/07/2010 - Sustentabilidade
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28/06/2010 - Turismo Sustentável
Brasileiros preferem destinos nacionais para passar férias
90%% dos brasileiros que pretendem viajar nas próximas férias optaram por destinos nacionais; o dado reforça a previsão feita pelo Ministério do Turismo de crescimento do turismo doméstico
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Dica da Semana: consumo consciente de transporte
Aos sábados, domingos e feriados as ruas geralmente estão mais tranqüilas e dá para fazer pequenos trajetos e passeios pedalando. E, de quebra, você ainda vai manter a forma, fazendo exercícios de forma divertida e prazerosa.Fonte:akatu@akatu.org.br
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sábado, 19 de junho de 2010
Preocupação com as mudanças climáticas
Se começar a fazer muito calor, inexplicavelmente, basta ligar ou comprar um ar condicionado? Para muita gente, ainda é assim, sem saber que pode estar contribuindo para esse aumento de temperatura com simples atitudes diárias que poderiam ser mudadas.
Esta semana, o Brasil promete defender posições firmes e cobrar medidas dos países desenvolvidos de proteção ao meio ambiente na conferência sobre mudanças climáticas da Organização das Nações Unidas, que começa amanhã, em Copenhague.
E, enquanto na Dinamarca se espera que as políticas mundiais sejam definidas, a dificuldade de mobilização das pessoas para as mudanças climáticas persiste. Especialistas alertam que o problema do aquecimento global não é apenas uma questão "macro", a ser discutida pelos principais governantes do mundo.
Cada um pode e já deveria estar fazendo a sua parte. Informações sobre o tema não faltam. Todos sabem que o planeta está passando por alterações e que é preciso fazer a sua parte. Mas participar com medidas simples (ver quadro), efetivamente, parece ainda estar longe da realidade de muitas pessoas.
Para a bióloga Nurit Bensusan, autora do livro Meio Ambiente: e eu com isso?, isso acontece porque muita gente não tem noção exata de que esbanjar energia tem reflexos imediatos na sua vida e no seu bolso.
Por exemplo, o tratamento da água depende da qualidade com que ela chega para o procedimento. "Isso influi diretamente no valor da conta de água. É só um caso em que a questão ambiental pode piorar a exclusão social, pois se a conta de água triplica, alguns vão achar caro mas continuarão pagando. Mas tem muita gente neste País que não vai ter dinheiro para pagar essa conta", relaciona Bensusan.
Por outro lado, muitas dessas mudanças podem ser mais fáceis com ações estimuladas pelo poder público. "Melhorar o transporte público vai permitir às pessoas deixarem o carro em casa pelo menos duas ou três vezes por semana", exemplifica a coordenadora do setor de mudanças climáticas da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema), Manyu Chang.
"Para ter envergadura nas ações e nos resultados, é muito importante que se tenha políticas públicas, mas ao mesmo tempo, ações individuais", ressalta Chang.
Segundo ela, mudanças nas leis poderiam provocar essas alterações mais rapidamente. "Novas construções ou casas a partir de uma certa dimensão poderiam ter o comprometimento de instalar aquecedor solar, o que é relativamente fácil para os resultados que se obtém", sugere.
Redução em impostos, como no IPVA para quem tem carros flex, ou no IPTU para quem faz uma construção sustentável, são outras propostas que poderiam ser adotadas pelos governos, que podem ganhar competitividade.
"Quando se aplica essas propostas, além de reduzir o aquecimento, há vantagens secundárias e pode se começar a ter lucro. A economia com baixo uso de carbono é se preparar para o futuro", acredita Chang.
Contundência questionada.O discurso do presidente Lula de que vai provocar os países desenvolvidos em Copenhague a assumirem metas para diminuir o aquecimento global pode não ser suficiente.O consenso entre especialistas que vão acompanhar a comitiva brasileira durante a conferência é de que o País está, sim, desempenhando seu papel, mas poderia fazer um pouco mais, propondo medidas mais contundentes.
Uma meta global condizente com o que os cientistas orientam seria de redução de 40% na emissão de dióxido de carbono a ser atingido até 2020, em relação à medição de 1990, e em 2050, 80% de redução, para que a temperatura global não se eleve em 2 ºC até o fim do século.
O problema é que, até agora, as propostas de cada país não seguem uma mesma base. A redução sugerida pelo Brasil, de 36,1% a 38,9%, é sobre o que está projetado para ser emitido até 2020.
A proposta mais ousada é a da Noruega, de diminuir a emissão em 40%, em relação aos índices de 1990. Lá fora, Lula voltou a defender o uso de biocombustíveis, contraditoriamente à defesa interna de exploração do petróleo.
"Aqui só se fala em pré-sal, em criar uma indústria petrolífera gigantesca. Não faz sentido investir numa tecnologia do século passado, que o mundo todo está abrindo mão", opina o engenheiro florestal e coordenador do Observatório do Clima, André Ferretti.
Outra crítica é sobre a proposta de redução do desmatamento na Amazônia, de 80% até 2020. "Quase 100% do desmatamento na região é ilegal e deveria acabar. O ideal é que o governo dê alternativas aos proprietários", diz Ferretti.Responsabilidade de todos
A contribuição para atenuar as mudanças climáticas não é responsabilidade exclusiva dos governos. Reduzir o consumo, reciclar produtos e reutilizar produtos sempre que possível são as principais medidas que podem ser tomadas individualmente. Abaixo, algumas dicas de alteração no comportamento cotidiano que podem fazer a diferença:
• Use menos água quente, que consome mais energia.
• Troque lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes, que duram até dez vezes mais, são mais eficientes e economizam até um terço da energia elétrica.
• Não deixe aparelhos em stand by, que consomem energia sem necessidade.
• Desligue ou tire da tomada todos os eletrodomésticos quando não estiver usando.
• Descongele geladeira e freezer antigos a cada 15 ou 20 dias.
• Tampe as panelas enquanto cozinha, aproveitando o calor que simplesmente se perderia no ar.
• Repare os vazamentos tão logo eles sejam identificados.
• Feche a torneira enquanto estiver se ensaboando, escovando os dentes ou se barbeando.
• Reutilize a água da máquina de lavar para limpar pisos e calçadas.
• Calibre os pneus a cada 15 dias.
• Quando for trocar de carro, escolha um modelo que consuma menos. Carros menores e de motor 1.0 poluem menos.
• Reunir-se por videoconferência evitam deslocamento e perda de tempo.
• No trabalho, use uma caneca ou um copo de vidro ao invés dos copos de plástico.
• Não queime lixo, que emite gás carbônico.
• Armazene o óleo de frituras em garrafas PET e não jogue-o no ralo da pia. Um litro de óleo pode contaminar até 20 mil litros de água potável. Descarte-o em um ecoponto.
• Use somente pilhas e baterias recarregáveis. Embora mais caras, podem ser recarregadas em média 100 vezes.
• Se for construir uma casa nova, leve em consideração a luminosidade e climatização natural. Se puder, instale um sistema de aquecimento solar para substituir a eletricidade no aquecimento de água, na iluminação e no funcionamento de aparelhos domésticos.
• Coma menos carne, a produção de 1 caloria de proteína animal queima dez vezes mais combustíveis fosseis e emite dez vezes mais gás carbônico que a produção de 1 caloria de proteína vegetal.
• Plante uma árvore, uma única árvore absorverá 1 tonelada de dióxido de carbono durante sua vida.
• Dirija menos, ande, vá de bicicleta, faça revezamento de carros e use o sistema de transportes com mais frequência.
Fonte: Coordenadoria de Mudanças Climáticas da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, OVERMUNDO – Dez coisas a se fazer, Mãe Terra - Dicas para combater o aquecimento global, Ecóleo
Esta semana, o Brasil promete defender posições firmes e cobrar medidas dos países desenvolvidos de proteção ao meio ambiente na conferência sobre mudanças climáticas da Organização das Nações Unidas, que começa amanhã, em Copenhague.
E, enquanto na Dinamarca se espera que as políticas mundiais sejam definidas, a dificuldade de mobilização das pessoas para as mudanças climáticas persiste. Especialistas alertam que o problema do aquecimento global não é apenas uma questão "macro", a ser discutida pelos principais governantes do mundo.
Cada um pode e já deveria estar fazendo a sua parte. Informações sobre o tema não faltam. Todos sabem que o planeta está passando por alterações e que é preciso fazer a sua parte. Mas participar com medidas simples (ver quadro), efetivamente, parece ainda estar longe da realidade de muitas pessoas.
Para a bióloga Nurit Bensusan, autora do livro Meio Ambiente: e eu com isso?, isso acontece porque muita gente não tem noção exata de que esbanjar energia tem reflexos imediatos na sua vida e no seu bolso.
Por exemplo, o tratamento da água depende da qualidade com que ela chega para o procedimento. "Isso influi diretamente no valor da conta de água. É só um caso em que a questão ambiental pode piorar a exclusão social, pois se a conta de água triplica, alguns vão achar caro mas continuarão pagando. Mas tem muita gente neste País que não vai ter dinheiro para pagar essa conta", relaciona Bensusan.
Por outro lado, muitas dessas mudanças podem ser mais fáceis com ações estimuladas pelo poder público. "Melhorar o transporte público vai permitir às pessoas deixarem o carro em casa pelo menos duas ou três vezes por semana", exemplifica a coordenadora do setor de mudanças climáticas da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema), Manyu Chang.
"Para ter envergadura nas ações e nos resultados, é muito importante que se tenha políticas públicas, mas ao mesmo tempo, ações individuais", ressalta Chang.
Segundo ela, mudanças nas leis poderiam provocar essas alterações mais rapidamente. "Novas construções ou casas a partir de uma certa dimensão poderiam ter o comprometimento de instalar aquecedor solar, o que é relativamente fácil para os resultados que se obtém", sugere.
Redução em impostos, como no IPVA para quem tem carros flex, ou no IPTU para quem faz uma construção sustentável, são outras propostas que poderiam ser adotadas pelos governos, que podem ganhar competitividade.
"Quando se aplica essas propostas, além de reduzir o aquecimento, há vantagens secundárias e pode se começar a ter lucro. A economia com baixo uso de carbono é se preparar para o futuro", acredita Chang.
Contundência questionada.O discurso do presidente Lula de que vai provocar os países desenvolvidos em Copenhague a assumirem metas para diminuir o aquecimento global pode não ser suficiente.O consenso entre especialistas que vão acompanhar a comitiva brasileira durante a conferência é de que o País está, sim, desempenhando seu papel, mas poderia fazer um pouco mais, propondo medidas mais contundentes.
Uma meta global condizente com o que os cientistas orientam seria de redução de 40% na emissão de dióxido de carbono a ser atingido até 2020, em relação à medição de 1990, e em 2050, 80% de redução, para que a temperatura global não se eleve em 2 ºC até o fim do século.
O problema é que, até agora, as propostas de cada país não seguem uma mesma base. A redução sugerida pelo Brasil, de 36,1% a 38,9%, é sobre o que está projetado para ser emitido até 2020.
A proposta mais ousada é a da Noruega, de diminuir a emissão em 40%, em relação aos índices de 1990. Lá fora, Lula voltou a defender o uso de biocombustíveis, contraditoriamente à defesa interna de exploração do petróleo.
"Aqui só se fala em pré-sal, em criar uma indústria petrolífera gigantesca. Não faz sentido investir numa tecnologia do século passado, que o mundo todo está abrindo mão", opina o engenheiro florestal e coordenador do Observatório do Clima, André Ferretti.
Outra crítica é sobre a proposta de redução do desmatamento na Amazônia, de 80% até 2020. "Quase 100% do desmatamento na região é ilegal e deveria acabar. O ideal é que o governo dê alternativas aos proprietários", diz Ferretti.Responsabilidade de todos
A contribuição para atenuar as mudanças climáticas não é responsabilidade exclusiva dos governos. Reduzir o consumo, reciclar produtos e reutilizar produtos sempre que possível são as principais medidas que podem ser tomadas individualmente. Abaixo, algumas dicas de alteração no comportamento cotidiano que podem fazer a diferença:
• Use menos água quente, que consome mais energia.
• Troque lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes, que duram até dez vezes mais, são mais eficientes e economizam até um terço da energia elétrica.
• Não deixe aparelhos em stand by, que consomem energia sem necessidade.
• Desligue ou tire da tomada todos os eletrodomésticos quando não estiver usando.
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O Meio Ambiente pede socorro!
Se formos procurar na internet o que é Meio Ambiente, teremos a seguinte resposta: é o conjunto de condições, leis, influências e infra-estrutura de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas.
Ou seja, estamos inseridos em um ambiente que o desperdício, o desmatamento, o desrespeito aos animais e a biodiversidade são costumes.
Você já se deu conta de quantas coisas estão erradas em nosso país quando o assunto é conservação do Meio Ambiente?
Embora o Brasil tenha conservado boa parte de suas florestas, diferente da maioria dos países que vem dando palpite sobre o que devemos fazer com as nossas, ainda não somos bom exemplo de preservação.
A Amazônia só foi poupada de ser quase totalmente desflorestada devido ao seu grande isolamento das capitais litorâneas. Mesmo tendo o ritmo de danos ambientais diminuído na Amazônia, a destruição ainda é alarmante. Os estados do Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará e a Bahia são recordistas do desmatamento no Brasil.
Juntos podemos mudar esse quadro de abandono. Cobre da prefeitura de sua cidade o zelo pelo que é de todos: o Meio Ambiente.
Ou seja, estamos inseridos em um ambiente que o desperdício, o desmatamento, o desrespeito aos animais e a biodiversidade são costumes.
Você já se deu conta de quantas coisas estão erradas em nosso país quando o assunto é conservação do Meio Ambiente?
Embora o Brasil tenha conservado boa parte de suas florestas, diferente da maioria dos países que vem dando palpite sobre o que devemos fazer com as nossas, ainda não somos bom exemplo de preservação.
A Amazônia só foi poupada de ser quase totalmente desflorestada devido ao seu grande isolamento das capitais litorâneas. Mesmo tendo o ritmo de danos ambientais diminuído na Amazônia, a destruição ainda é alarmante. Os estados do Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará e a Bahia são recordistas do desmatamento no Brasil.
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